A Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) - o esqueleto do orçamento do Paraná para o ano 2000 - oficializa um aumento de 7% para 8,5% da rubrica orçamentária para o Judiciário. A mexida consta do texto entregue ontem pelo secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, ao presidente da Assembléia Legislativa (AL), Aníbal Khury (PFL). A previsão para o orçamento do ano que vem é a mesma para o desse ano, cerca de R$ 9 bilhões.
O Palácio autorizou ainda um aumento de 10% para o Ministério Público, que passa de 3% das receitas correntes para 3,3%. A parcela do Legislativo continuou em 5%. Destes, 3,16% vão para a AL e 1,84% para o Tribunal de Contas. O TC está extrapolando seu limite. Em 98, consumiu 2,07% da rubrica, o equivalente a R$ 59,8 milhões. Já a Assembléia gastou menos do limite, 2,8% (R$ 85 milhões).
Campêlo admitiu que a previsão de R$ 9 bilhões é superestimada. ‘‘Todo mundo diz que orçamento é uma peça de ficção. O que o governo não pode é ficar com uma peça orçamentária muito justa’’, assinalou. (L.D)

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