Por 36 votos a 19, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem, em primeiro turno, o Orçamento da cidade para o ano que vem. Para virar lei, o projeto precisa ser votado em segundo turno. Os vereadores que apóiam o prefeito Celso Pitta (PPB) modificaram a proposta do Executivo, retirando recursos de várias áreas para aumentar a participação da Secretaria das Administrações Regionais (SAR) no Orçamento de R$ 8,4 bilhões, o terceiro do País. Só a União e o Estado de São Paulo gastam mais do que a capital paulista.
Os administradores regionais são nomeados pelo Executivo a partir de indicações dos vereadores. A bancada governista, aprovando o substitutivo do vereador Hanna Gharib (PPB), transferiu R$ 35 milhões de outras pastas para as regionais. O secretário Reynaldo de Barros (Vias Públicas) e até mesmo o prefeito não queriam essa mudança.
A manobra dos governistas é uma retaliação à candidatura de Armando Mellão (PPB) à presidência da Câmara. Ele queria suceder Nelo Rodolfo (PPB), mas acabou não oficializando seu nome como candidato. Mellão tinha o apoio de Reynaldo.

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