Orçamento de Londrina para 2010 é de R$ 746 mi
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terça-feira, 01 de setembro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A peça orçamentária para 2010, mais uma espécie de apelo para agilidade na aprovação já da futura Secretaria Municipal de Defesa Social, marcaram ontem a segunda visita em quatro meses do prefeito Barbosa Neto (PDT) à Câmara de Vereadores de Londrina. Apesar de o prefeito falar em ''evolução na arrecadação'' ao ser questionado sobre redução em outras pastas, como justificativa para fazer frente à previsão orçamentária de R$ 6 milhões à nova secretaria, algumas áreas sofreram reduções drásticas na nova peça, na comparação com o orçamento em execução - definido pela equipe do antecessor do pedetista, o ex-prefeito Nedson Micheleti (PT). Conforme a FOLHA antecipou ontem, o orçamento fiscal de 2010 para Executivo e Legislativo é de R$ 746,721 milhões - valor em que estão reduções para áreas como Cultura, Sercomtel Celular e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul), por exemplo, ao passo que Fundação de Esportes (FEL) e Companhias de Habitação (Cohab-Ld) e Trânsito e Urbanização (CTMU) tiveram percentuais significativos de aumento.
Com R$ 16,964 milhões de despesas previstas no orçamento deste ano, a Cohab, com R$ 52,757 milhões, teve incremento de 210,99% na peça do ano que vem. A FEL, com segundo maior índice de aumento - 45,66% a mais que ano passado -, viu subir os antigos R$ 4,654 milhões de 2009 para R$ 6,779 milhões para 2010. A CMTU teve a previsão de despesa aumentada de R$ 438 mil para R$ 608 mil (38,81%), enquanto que a Sercomtel Fixa, dos atuais R$ 29,685 milhões, estima para o próximo ano despesa de R$ 36,449 milhões (22,79%). Educação e Saúde, que, pela Constituição, têm de obrigatoriamente reservar, respectivamente, 25% e 15% do orçamento anual, garantiram os índices com as previsões de R$ 157,839 milhões (Educação, 13,11% a mais que este ano) e R$ 234,012 milhões (Saúde, 5,89% a mais).
Em compensação, a Cultura teve reduzidos 45,56% - de R$ 22,249 milhões para R$ 12.113 milhões - para o próximo orçamento, assim como o Ippul, que viu os já minguados R$ 1,920 milhão deste ano caírem para R$ 1,170 ano que vem (queda de 7,03%), ainda que a reestruturação do órgão tenha sido uma das promessas de campanha do atual governo.
Pouco antes da reunião com os vereadores, o prefeito se mostrou animado e disposto a receber sugestões. Elencou o Plano Plurianual (PPA) 2010-2013, encaminhado anteontem com o orçamento, a peça orçamentária e a nova secretaria como prioridades, mas pediu agilidade na tramitação das matérias. A Casa tem até o final do ano para votar em dois turnos tanto o orçamento quanto o Plano.
''A cidade precisa da compreensão dos vereadores, principalmente em relação ao projeto da Secretaria de Defesa Social. Se não corrermos contra o tempo, perdemos recursos do governo federal'', disse, para completar: ''Além do mais, alguns pontos (quanto ao orçamento) podem ter sido esquecidos e eles podem contribuir, mas temos de ter celeridade'', disse.
No caso da Câmara, onde também houve redução no orçamento 2010 (de R$ 17,330 milhões para R$ 16,350 milhões, queda de 5,65%), a redução, segundo os técnicos da Casa, não contempla a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação no Congresso, a qual pode aumentar para 25 vagas o número de cadeiras em Londrina, com redução no orçamento de 5% pra 4,5%.


