Curitiba O orçamento de Curitiba para 2003 ficará em R$ 1,94 bilhão, um pouco acima do R$ 1,59 bilhão estimado para este ano. E não contemplará as três novas linhas de biarticulados com alcance metropolitano que funcionariam ao longo da BR-116 em substituição ao metrô elevado, proposta do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) que acabou naufragando.
Os US$ 36 milhões para a conclusão do projeto ainda não foram garantidos pelo Fundo para Países do Rio da Plata (Fonplata). ''Estamos com quase tudo certo. Mas como o contrato não foi assinado, não pudemos incluir no orçamento'', explicou. Outros US$ 80 milhões estão sendo negociados com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a estruturação de novos eixos de transporte e pavimentação definitiva de vias públicas.
O rateio do R$ 1,94 bilhão do orçamento de 2003 será da seguinte forma, de acordo com o prefeito: 25% em educação; 13% em saúde, 30% em custeio e 12% em obras (novas e manutenção de antigas). A receita maior foi justificada pela estimativa de aumento da arrecadação de impostos.
O orçamento já está delineado, mas poderão ser incluídas sugestões dos curitibanos que foram ontem às regionais votar nas obras prioritárias para seus bairros. As administrações regionais, como são denominadas, vão discutir propostas dos moradores e reunir as que são viáveis. ''Vai depender do valor do investimento. Podemos incluir no orçamento para o ano que vem, estudaremos financiamentos ou deixaremos para o orçamento de 2004.''
Questionado sobre a construção de creches e abertura de vagas para crianças de zero a três anos, reivindicação do Ministério Público, Cassio se exaltou. ''O Ministério Público não tem qualquer noção de como se faz orçamento. Nossa prioridade também é a criança.''
Segundo Cassio, estão previstas construções de creches (uma delas no Cajuru), três escolas e investimentos em saneamento básico. O projeto vai ser copilado e fechado até o final deste mês, quando será enviado para a Câmara Municipal.

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