Orçamento de 2007 prioriza Obras e Gestão Pública
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de agosto de 2006
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Gestão Pública, Obras, Educação, Habitação e telefonia celular serão os setores de maior investimento previsto no orçamento de Londrina de 2007. Os índices que integram o documento foram apresentados ontem à tarde pela Prefeitura em audiência pública realizada no auditório do Parque de Operações da Sercomtel. O Município prevê R$ 664,906 milhões para o próximo ano, valor 4,21% maior que os R$ 638 milhões do orçamento geral deste ano.
A apresentação foi feita pelo diretor de Orçamento da Secretaria Municipal de Planejamento, Edson Antonio de Souza, e acompanhado por secretários municipais, membros da controladoria-geral do Município e do Legislativo e também por servidores com a camiseta da campanha salarial de 2006. A categoria, em greve há 19 dias, reivindica 27,53% de reposição das perdas inflacionárias. O secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, não participou da audiência.
Os índices que devem permear a receita e as despesas municipais no próximo ano prevêem aumento substancial nos investimentos em Habitação. Os R$ 27,424 milhões previstos para a Companhia de Habitação (Cohab) em 2007 são 270,59% maiores que os R$ 7,4 milhões deste ano. O argumento dos técnicos do Planejamento é que boa parte do montante é constituído por verbas de programas federais.
A Sercomtel Celular registrou acréscimo de 91,46% - de R$ 4,335 milhões para R$ 8,3 milhões - de participação no bolo, na contramão da queda de 21,22% registrada na Fixa.
Pela administração direta, os aumentos mais significativos foram anotados para as pastas de Obras (44,72% a mais que em 2006), Mulher (25,08%) e Gestão Pública (24,9%), respectivamente com R$ 39,863 milhões, R$ 1,920 milhão e R$ 32,482 milhões. Obrigada por emenda constitucional a destinar no mínimo 25% do orçamento para a Educação, a Prefeitura vai investir R$ 80,828 milhões na pasta, aumento de 26,89% - com verbas federais, o valor chega a 103 milhões. Para a Saúde, onde a obrigação é 15%, serão alocados 22,79% do orçamento, com total de R$ 194 milhões do município e do Sistema Único de Saúde (SUS), do qual advêm R$ 110 milhões.
A Câmara recebe até R$ 16,450 milhões em 2007, 4,1% a mais que os R$ 15,8 milhões deste ano. Desse valor, R$ 634 mil são para investimenos - a maior parte, mais de R$ 13 milhões, contemplam folha de pagamento.
Segundo o secretário municipal de Planejamento, Sérgio Plínio, o orçamento será protocolado na Câmara dia 31 deste mês. A Casa tem até o final do ano para votá-lo.


