Orçamento 99 chega ao Congresso em maio
Arquivo FolhaPressaFernando Henrique Cardoso: atraso na entrega do orçamento pode comprometer votação no prazo adequadoO presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem, em Maragogi (AL) que o governo federal se esforçará para enviar ao Congresso Nacional até maio o Orçamento Geral da União de 1999. Desta forma, Fernando Henrique estaria atendendo a um apelo do presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que afirmou ser complicado aprovar o orçamento depois de junho, quando começa oficialmente o período da campanha eleitoral e será difícil manter os parlamentares em Brasília.
Vamos fazer força, mas não é fácil, disse o presidente, antes de deixar Maragogi, para inaugurar obras nas cidades de Arapiraca e Messias, no interior. Ele (ACM) tem razão, mas estamos fazendo primeiro a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), completou Fernando Henrique. O presidente argumentou que, em razão da estabilidade da moeda, está mais fácil fazer o orçamento. Antigamente, o orçamento era uma peça de ilusão, ponderou. Se conseguirmos avançar mais, como estamos fazendo na execução orçamentária, fica mais fácil.
Fernando Henrique chegou a Maragogi na tarde de sexta-feira, depois de inaugurar obras em Pernambuco. Andou de lancha, mergulhou, jantou com políticos e assistiu a um show folclórico em um dos restaurantes do hotel Salinas do Maragogi, onde passou a noite.
Ontem de manhã, Fernando Henrique e o senador Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL) deram um rápido passeio pela praia antes de deixar o local. O presidente pôde comprovar o potencial turístico do belo litoral alagoano.
Na próxima semana, Teresa Collor, que está namorando o filho do presidente, Paulo Henrique, toma posse como secretária de Turismo de Alagoas. O governador chegou a convidar Teresa para prestigiar a visita de Fernando Henrique a Maragogi, mas ela não aceitou, alegando que estava de viagem marcada para a Suiça. Ela foi ver o filho, que estuda lá, contou o governador Manoel Gomes de Barros.
Antes de jantar com os três pré-candidatos ao governo de Alagoas pela aliança PSDB-PMDB-PTB e PFL - os senadores Teotônio Vilella Filho e Renan Calheiros (PMDB) e o atual governador, Manoel Gomes (PTB) -, Fernando Henrique recebeu de Teotônio, que teve seu mandato de presidente nacional do PSDB renovado por mais um ano na semana passada, um relato completou sobre a evolução das alianças e candidaturas de seu partido em todos os Estados.
O PSDB, de acordo com Teotônio, já definiu seis casos em que sairá com candidato próprio. Ele disse que nos outros Estados os tucanos avaliam as vantagens de alianças com partidos que estão apoiando a reeleição de Fernando Henrique, como no Piauí, Rondônia e Rio Grande do Sul. Onde o partido está unido, a gente respeita a vontade local, argumentou, justificando a decisão do PSDB do Acre em apoiar o candidato do PT, Jorge Viana. O partido faz aliança, no projeto local, com quem mais convém, afirmou. O que não pode é ficar contra a reeleição de Fernando Henrique, como aconteceu na Bahia nas últimas eleições.
Este ano, o rebelde PSDB baiano está mais calmo, garante o presidente nacional do partido. Sairá com candidato próprio - o ex-deputado Marcelo Cordeiro - para concorrer com o de Antonio Carlos Magalhães, que provavelmente será o filho deste, deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA). As alianças regionais do PSDB, em sua grande maioria, estão aguardando uma definição do PMDB sobre o apoio à reeleição de FHC na convenção do próximo dia 8. Em Alagoas, por exemplo, a tendência é Fernando Henrique apoiar Teotônio, mas há chance de uma escolha pró-Renan Calheiros, se nacionalmente o PMDB optar por continuar com Fernando Henrique.





