Curitiba - A Secretaria de Estado do Planejamento apresentou ontem, em audiência pública na Assembléia Legislativa, o orçamento do governo do Estado para o ano que vem. A previsão é gastar R$ 17,2 bilhões, valor 3,8% maior que o orçamento deste ano. Os deputados têm até o dia 30 para apresentar emendas e a votação deve ser no início de dezembro. O relator da Comissão de Finanças da Assembléia, deputado Marcos Isfer (PPS), afirmou que este ano emendas coletivas, assinadas pelos 54 deputados, devem ser apresentadas. Com isso os deputados vão tentar ter pelo menos algumas delas sancionadas pelo governador Roberto Requião (PMDB).
A apresentação da previsão de gastos para o ano que vem foi feita pelo chefe da coordenadoria do orçamento da Secretaria de Planejamento, Otaviano Ferraz, e foi vista apenas pelos deputados que fazem parte da Comissão de Orçamento da Casa e alguns outros poucos (não chegou a dez o número de deputados presentes). Representantes de sindicatos da Saúde e Educação também acompanharam. O secretário do Planejamento, Allan Costa, explicou que a prioridade para o ano que vem é terminar o que já foi iniciado e aprovado. ''Nossa intenção não é iniciar novas obras'', explicou.
Entre as verbas previstas no orçamento do Estado para o ano que vem, R$ 2,3 bilhões vão ficar com a educação, R$ 1,01 bilhão com a Saúde e R$ 1,219 bilhão vão ser investidos em obras em diversas secretarias. Costa garantiu que os presídios, novos hospitais e educandários que têm a construção já prevista estão incluídos no orçamento. O orçamento deve contemplar também um programa de recuperação de estradas a ser executado pela Secretaria dos Transportes.
Segundo a Secretaria de Planejamento, os recursos para educação e saúde, pontos mais polêmicos do orçamento, aumentaram. Os líderes sindicais não concordam. O Sindisaúde argumenta que o governo não vai aplicar os 12% previstos na Constitição Federal porque inclui gastos como saneamento e como o plano de saúde dos servidores públicos, que não deveriam entrar nesta verba. A APP-Sindicato alega que os 25% mínimos previstos na Constituição deveriam ser aplicados somente no ensino básico e não nas universidades estaduais, como faz o governo.

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