Após a eleição para prefeito, anteontem, os 35 vereadores de Curitiba começam a pensar em um novo processo eleitoral. No dia 2 de janeiro de 2001 serão escolhidos os sete integrantes da Mesa Executiva da Câmara para o biênio 2001-2002. O cargo mais disputado é o de presidente. Além disso, serão escolhidos também dois vice-presidentes e quatro secretários.
A bancada governista continua sendo majoritária na Câmara, com pelo menos 25 vereadores. E a reeleição do prefeito Cassio Taniguchi (PFL) transformou o atual presidente da Câmara, João Claudio Derosso (PFL), em favorito a continuar no cargo. Derosso já manifestou seu interesse em concorrer mais uma vez a presidente. Mas a bancada de oposição, que será duplicada a partir do próximo ano, está preparando uma candidatura alternativa. Ainda não foi definido quem será o candidato, mas pela primeira vez nos últimos quatro anos, duas chapas devem concorrer.
Derosso foi eleito presidente da Câmara em 96 e reeleito em 98. Como não há mais restrições ao número de reeleições de presidentes, ele pode ser candidato novamente. Nas duas eleições que disputou, Derosso foi candidato único.
O vereador do PT, Tadeu Veneri, é um dos oposicionistas que defendem a idéia de candidatura própria da oposição. ‘‘Temos pelo menos 11 vereadores e isso possibilita uma série de composições para a chapa. Não vejo a menor chance de uma aliança com os governistas’’, opina. Para Veneri, além do crescimento dos partidos oposicionistas na Câmara, o não cumprimento de alguns compromissos da atual direção inviabiliza a chapa única.
‘‘Quando a bancada do PT votou no atual presidente havia uma série de compromissos, como a instalação da TV Câmara Municipal e transparência nos gastos, por exemplo, que não foram cumpridos’’, conta o vereador. Paulo Salamuni (PMDB) também defende a candidatura de oposição. ‘‘A situação tem maioria, mas precisamos de uma anticandidatura’’, afirma. ‘‘Não terei nenhum problema em colocar meu nome à disposição dos partidos de oposição’’, emendou. De acordo com o vereador Ney Leprevost (PPB), há consenso na base governista sobre a manutenção de Derosso como presidente. (E.C.)

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