Agência Estado
De Porto Alegre
As oposições ao governo Fernando Henrique Cardoso apresentarão em 18 de novembro, em Brasília, um manifesto destinado ‘‘a todos aqueles que não têm vergonha de serem brasileiros e nacionalistas, que rejeitam a corrupção e a subordinação ao FMI (Fundo Monetário Internacional)’’, segundo adiantou ontem, em Porto Alegre, o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele disse que o documento, destinado ‘‘ao povo brasileiro’’, incluirá todos os partidos de oposição, personalidades da sociedade civil, sem vinculação partidária, e até políticos de siglas que integram a base de apoio do governo federal.
‘‘Não é um manifesto das esquerdas ou um documento eleitoral’’, enfatizou. ‘‘Eu, por exemplo, fui encarregado de conseguir as assinaturas de Chico Buarque e de Antonio Cândido’’, mencionou Lula.
O ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro (PT), que também trabalhou na elaboração do documento, explicou que a idéia é juntar cerca de 50 ou 60 assinaturas importantes. Ele antecipou que, entre as adesões confirmadas, estão a do bispo d. Mauro Morelli, do jurista Celso Antonio Bandeira de Mello e do senador Roberto Requião (PMDB-PR). Genro disse que se dispõe a pedir a assinatura do senador Pedro Simon (PMDB-RS), lançado pré-candidato à Presidência da República, ‘‘desde que ele confirme que está na oposição’’.
Indagado sobre as declarações do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), favoráveis a uma rediscussão de pontos do acordo do Brasil com o FMI, Lula ironizou. ‘‘Ele deve estar lendo um material antigo do PT’’, comentou. ‘‘Aceitamos acordo, mas não subordinação’’, disse.

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