Agência Estado
De Brasília
A base governista na Câmara iniciou a sessão ontem com perspectivas otimistas de aprovar em plenário a proposta enviada pelo Executivo que institui um fator previdenciário para cálculos de aposentadoria. A confiança surgiu depois da derrota do requerimento da oposição para adiar a discussão: foram 307 votos contra e 130 a favor do adiamento.
Antes da votação, os líderes governistas acreditavam que iriam aprovar com folga a proposta: o placar esperado pela liderança do governo era superior em mais de 100 votos aos 257 necessários. Mesmo assim, a tentativa de aprovar o projeto incluiu até a ida do ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, ao plenário.
O projeto tem urgência constitucional e teria de ser votado até ontem. Os deputados da oposição prometeram obstruir a votação e, caso aprovado o projeto, apelar para o Supremo Tribunal Federal (STF) alegando sua inconstitucionalidade.
Durante toda a tarde de ontem, Ornélas transferiu o gabinete para a sala do líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), onde atendeu a mais de 50 deputados com dúvidas sobre a matéria.
Pelo menos um deputado governista ocupou o plenário para declarar o voto contrário ao projeto apresentado pelo Executivo. O deputado governista Luiz Antônio de Medeiros (PFL-SP) afirmou, antes da votação, que não iria aprovar ‘‘aquela imoralidade’’. Até o fechamento desta edição, a votação ainda não havia terminado.

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