Os candidatos de oposição a Jocelito estão com o discurso afinado. Todos criticam o endividamento de Ponta Grossa, vinculando as dívidas com denúncias de corrupção. É quase uma repetição do discurso usado por Jocelito em 1996, quando estava na oposição.
Na primeira semana de governo, em janeiro de 1997, Jocelito reuniu toda a equipe e divulgou os números do prefeito anterior. A prefeitura tinha R$ 11 milhões de dívidas vencidas e cerca de R$ 20 milhões em dívida fundada (débitos com outros órgãos públicos renegociados e parcelados em vários anos).
Hoje, o próprio prefeito informa que tem R$ 13 milhões em débitos vencidos e R$ 46 milhões em dívida fundada. ‘‘Essa foi a melhor dívida que Ponta Grossa poderia ter porque eu renegociei débitos vencidos junto ao INSS, estou pagando R$ 80,00 por mês e com isso foi possível aplicar em obras nos bairros e atrair novas indústrias’’, justifica.
Para Péricles, a explicação não se sustenta. ‘‘Temos informações de que as dívidas passam dos R$ 60 milhões, tendo crescido muitos no último mandato, sem justificativa’’, opina. ‘‘Há também denúncias de compra superfaturada de terrenos no distrito industrial e corrupção de funcionários de confiança do prefeito, isso tudo tem que ser mostrado para a população.’’
Outro oposicionista, Carlos Roberto Tavarnaro, vai explorar as formas de recuperar as finanças públicas. ‘‘As denúncias devem ser tratadas pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas’’, diz. ‘‘Eu sou contra essa administração péssima e sem rumo do atual prefeito, mas quero mostrar que tenho condições de corrigir os erros e não apenas criticar a situação atual.’’ (E.C.)

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