Oposicionistas apostam em segundo turno
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quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
Os candidatos oposicionistas ao governo do Paraná fizeram ontem um último esforço no horário gratuito de rádio e televisão para garantir a realização de segundo turno nas eleições para o governo do Paraná. Os candidatos que aparecem de segundo a quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto, Osmar Dias (PDT), Rubens Bueno (PPS) e Flávio Arns (PT), evitaram críticas ao governador licenciado e candidato à reeleição, Roberto Requião (PMDB), que lidera a disputa. Os oposicionistas jogaram suas fichas na última pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada, e que apontou redução da diferença entre Requião e os demais candidatos.
O senador Osmar Dias afirmou que no segundo turno, o paranaense terá a oportunidade de comparar seu perfil administrativo com o de Requião. ''Ele já foi governador duas vezes e já deveria ter feito o que está prometendo. Temos que manter a esperança de um Paraná melhor''.
Já Rubens Bueno, focou sua participação no debate realizada na terça-feira pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC), descumprindo o acordo de não utilizar imagens do encontro no horário eleitoral. Segundo o programa, Bueno está crescendo nas pesquisas ''na hora certa''. ''Vamos para o segundo turno e ganhar as eleições'', disse.
O senador Flávio Arns, também considera improvável uma decisão final da votação de domingo. ''Vamos ter segundo turno, não se deixe levar pelas pesquisas'', afirmou. Além de renovar suas propostas, Arns levou ao ar depoimento de apoio do senador Eduardo Suplicy (PT/SP).
O governador licenciado, Roberto Requião, foi o único a discordar da tese do segundo turno. De acordo com o programa do PMDB, as pesquisas mostram que Requião será reeleito no próximo domingo. Além disso, Requião se preocupou em transmitir a imagem de administrador honesto e competente.
O toque irônico do último dia de horário eleitoral estadual foi dado pelo candidato do PRP, Jorge Martins, que lembrou a visita de Requião a Lula em que o governador tentou comer uma semente de mamona - que é tóxica. ''Governador que come mamona, não conhece agricultura'', cutucou.


