Brasília - O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), fez ontem um balanço negativo do governo e disse que não há motivos para comemorações neste um ano e meio de gestão. Ele citou, entre outras coisas, a queda no PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado e a taxa recorde de desemprego. ''Esse governo aumentou a carga tributária em cinco pontos percentuais, de acordo com o IBPT (Instituto Brasileiro de Política Tributária). O governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) aumentou de 27% para 35% em oito anos. Isso com os esqueletos que tinha, como as dívidas dos Estados'', disse.
O tucano cobrou ainda o compromisso de campanha de Lula de dobrar o salário mínimo em quatro anos. ''Nesse ritmo o Lula vai levar 57 anos no poder para cumprir isso'', disse Virgílio, para quem a política externa em vigor é ''ingênua'' e os gastos do governo ''supérfluos'', como a compra do avião presidencial - um Airbus executivo de US$ 56 milhões. Ele também criticou a declaração do ministro José Dirceu (Casa Civil) feita a senadores em jantar na semana passada, de que não teria um projeto pessoal, somente a reeleição do presidente Lula: ''Dirceu é uma pessoa absurda. Que coisa medíocre essa frase. Parece um bajulador de palácio. Onde está aquele líder estudantil de outros tempos? Se ele não tem projeto deveria pedir o seu boné e ir embora. Ele quer é mandar no presidente.''
O PFL criticou o governo. ''Essa reunião de 18 meses é uma necessidade de auto-afirmação de um governo que ainda não disse a que veio. Não retomou o crescimento, não gerou os empregos que prometeu, não dobrou o salário mínimo e aumentou brutalmente a carga tributária, inibindo investimentos'', disse o líder do PFL, senador José Agripino (RN). (Agência Folha)

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