Curitiba - A bancada de oposição pretende questionar a mensagem do governador Roberto Requião (PMDB) que pede autorização da Assembléia Legislativa para que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) adquira o controle acionário das Centrais Elétricas do Rio Jordão (Elejor). Segundo o deputado Fernando Ribas Carli (PP), a oposição quer esclarecer a situação da Elejor e evitar que a mensagem seja votada às pressas no plenário da Casa. Ainda não há previsão de quando a mensagem será votada na Assembléia.
A Elejor foi formada em 2002 através de uma parceria entre a Copel e os grupos Triunfo Participações e Paineiras, com o objetivo de construir duas usinas hidrelétricas no rio Jordão. Baseado em uma diretriz do atual governo que estipula que a Copel deve ser a sócia majoritária nos empreendimentos em que tem parceria com empresas privadas, a estatal comprometeu-se a comprar os 30% de ações da Triunfo, elevando seu total para 70% das ações do empreendimento.
Segundo Ribas Carli, porém, a negociação foi controversa. ''A Triunfo investiu apenas R$ 26 milhões nas usinas e vai ter um retorno de 100% sem ter feito praticamente nada. E a Paineiras também está sendo beneficiada. A Copel fez um aporte de verbas de mais de R$ 100 milhões no projeto, enquanto a Paineiras não entrou com nada. A Copel está sendo uma parceira muito boazinha'', criticou Carli.
O presidente da Elejor, Sérgio Lamy, nega as acusações de Carli. ''A Copel realmente realizou um aporte emergencial de recursos para que a obra pudesse continuar sem transtornos. Porém, a Elejor está conseguindo um financiamento especial do Banco Nacional de Desenvovlimento Econômico e Social (BNDES) para empresas estatais, e assim que essa verba chegar a Copel será ressarcida com os devidos juros'', explicou Lamy.
A aprovação da Assembléia é o segundo passo necessário para que a Copel assuma definitivamente o controle acionário da Elejor. A primeira fase, que é a aprovação do negócio pela Agência Nacional de Energia Elétrica, já foi concluída. Agora o governo estadual também precisará fazer com que a compra das ações seja aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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