Oposição vai levantar bandeira antinepotismo
Curitiba - Apesar de ser minoria na Câmara da Curitiba, a bancada da oposição, que agora ganha outros contornos com o início de uma legislatura, promete acirrar o debate na Casa. O vereador Pedro Paulo (PT) disse que não faltam temas para serem colocados em discussão. Mas o primeiro assunto que a oposição deve dar destaque na volta dos trabalhos da Casa é a permanência de Fernanda Richa, esposa do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), à frente da Fundação de Ação Social (FAS). Segundo o petista, a prática do nepotismo é imoral.
Ontem, Pedro Paulo afirmou que o PT já estuda qual medida deve tomar no Judiciário contra a permanência de Fernanda, anunciada na semana passada. Para ele, o anúncio foi uma surpresa negativa. O petista afirma que a publicação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da súmula vinculante número 13, em agosto do ano passado, deveria provocar o desligamento dos parentes contratados sem realização de concurso público.
Ao justificar a permanência da esposa no cargo, Beto alega que a FAS tem status de secretaria municipal e que, por isso, ela não seria atingida pela regra antinepotismo.
Beto fez igual o governador Requião (PMDB), uma manobra para manter o nepotismo. Não é nada contra a Fernanda. É uma questão moral, disse o petista. Para o líder da base aliada na Câmara, Mario Celso Cunha (PSB), a oposição está com dor de cotovelo. A Fernanda incomodou muito eles durante a eleição. Ela fez um bom trabalho na FAS e merece estar lá de novo, disse ele.
O bloco de oposição deve ser composto pelo PT, PMDB, PSC e PV, o que agrega nove nomes. (C.S.)





