Oposição vai apresentar emendas ao pacotão de Beto
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terça-feira, 22 de setembro de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba A bancada de oposição na Assembleia Legislativa (AL) informou que deve apresentar uma série de emendas ao projeto que trata do pacotão anticrise do governo e que tramita em regime de urgência na Casa. A estratégia é adiar ao máximo a votação "derradeira" da mensagem com 14 itens que vem recebendo críticas de diversas entidades.
Um pedido de vistas do deputado Tadeu Veneri (PT) na Comissão de Finanças adiou por um dia a votação da proposta em primeira discussão na plenária de hoje. As emendas serão anunciadas em sessão extraordinária, que deve ocorrer logo em seguida. Entre elas, adiantou o parlamentar, está a que prevê que o saldo do Fundo de Combate à Pobreza (estimado em aproximadamente R$ 400 milhões) não seja transferido para o caixa do governo.
"Não há no projeto de lei nenhuma explicitação de que os valores deste fundo não serão transferidos para o caixa único do governo, como ocorreu com outros fundos. Com a emenda, tiramos a prova real do que está sendo dito. Se este for o entendimento, eles vão aprovar nossa emenda", ressaltou Veneri.
Nereu Moura (PMDB), também do bloco de oposição, criticou a tramitação em regime de urgência da proposta. "É vergonhoso, pois é um assunto tão importante e o governo querendo aprovar isso a toque de caixa. Aliás, tem sido assim aqui na Assembleia Legislativa", afirmou.
Com as emendas o projeto retornará para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deve retornar para o plenário somente na próxima terça-feira, para o desespero do governo. Segundo o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) a "pressa" em aprovar o pacotão se deve ao prazo a ser cumprido, de 90 dias, para que a lei possa entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2016. "Para isso, temos que aprovar esta proposta até o dia 29 de setembro (próxima terça-feira)", indicou.
O pacotão anticrise do Executivo será tema de audiência pública hoje pela manhã, no auditório da AL. O encontro, proposto pelo primeiro secretário da Casa, Plauto Miró (DEM) servirá para discutir com representantes de diversos órgãos os pontos mais complexos do projeto do governo. Mesmo sendo da base aliada, Plauto manifestou, por diversas vezes, que não votaria em mais um "pacotão" de medidas envidado pelo governador Beto Richa (PSDB) sem discutir todos os tópicos que fazem parte da mensagem.


