Brasília - Diante da maioria esmagadora do governo na CPI dos Cartões Corporativos, os partidos de oposição traçaram uma nova estratégia e vão para a Justiça tentar o acesso às informações de gastos com cartões de crédito e contas tipo B (abertas em nome de servidores para pagar despesas, por meio de saques ou emissão de cheques) da Presidência da República. A oposição desistiu da idéia de abandonar a CPI e quer expor o governo, deixando claro que não há interesse do Palácio do Planalto em investigar eventuais desvios de recursos públicos.
''Qualquer caminho lícito é válido: o judicial, o administrativo, o questionamento da postura adotada pelo governo para impedir a investigação'', resumiu o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos integrantes da CPI.
A oposição, no entanto, só deverá ir à Justiça depois do depoimento do ministro-chefe da Segurança Institucional, general Jorge Félix, marcado para 8 de abril. A idéia é entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando as auditorias feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas despesas com cartões corporativos e contas tipo B dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

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