Oposição tenta mais um afastamento de prefeita
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sábado, 25 de janeiro de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba Os vereadores que fazem oposição à prefeita de Rio Branco do Sul, Joana Elias (PSC), prometiam protocolar ontem um mandado de segurança para afastá-la novamente do cargo. Joana Elias foi afastada da prefeitura no dia 17 de dezembro, após a Câmara dos Vereadores montar uma Comissão Processante (CP) para analisar denúncias de improbidade administrativa cometidas por ela e por seu antecessor, Bento Chimelli (PSC), que foi prefeito até 23 de dezembro. Uma liminar obtida por Joana Elias em 22 de janeiro devolveu a ela o cargo de prefeita da cidade.
Chimelli havia si afastado pela Câmara e seu mandato extinto após ter sua prisão preventiva decretada pelo fato da polícia ter encontrado armas ilegais e veículos com suspeita de terem sido roubados em sua propriedade. Por sua vez, o Tribunal de Justiça (TJ) deve decidir na próxima semana se aceita uma denúncia feita pelo Ministério Público (MP) estadual, que acusa Chimelli de outro crime o de ter sido o mandante do assassinato de João Coró, um empresário da cidade.
Segundo o vereador Sadi Ribas (PSB), que preside a Comissão Processante que irá julgar as denúncias contra Joana Elias, o mandado de segurança pretende também corrigir um absurdo jurídico atualmente em vigor. Segundo ele, o município estaria agora teoricamente com dois prefeitos empossados. ''A liminar obtida por Joana Elias anulou apenas a decisão de afastá-la do cargo, mas não fez referência à posse do novo prefeito (Elias Maltaca, do PFL, presidente da Câmara, que ficou cinco dias no cargo). Teoricamente estamos com dois prefeitos atuando'', comentou Ribas.


