A Assembléia Legislativa de Alagoas vota hoje o relatório da comissão especial que rejeitou os dois pedidos de impeachment do governador Divaldo Suruagy (PMDB) e do vice-governador Manoel Gomes de Barros (PTB), acusados de crime de responsabilidade no processo de emissão e venda dos títulos públicos do Estado. Para derrubar o relatório e admitir a tramitação do processo de impeachment a oposição precisa de 14 votos dos 27 deputados. Os pedidos rejeitados pela comissão na segunda-feira, por três votos a um, foram encaminhados pelo promotor de Justiça, Luiz Barbosa Carnaúba, e pela Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL).
Os votos contra a aprovação das denúncias-crime foram do presidente da comissão, deputado Jorge Assunção (PL), do relator Francisco Carvalho (PSDB), e do deputado Gilvan Barros (PSC). O único a votar a favor dos pedidos de impeachment foi o deputado Cícero Amélio (Prona). O deputado Cícero Ferro (PSD), que também participa da comissão, não participou dessa reunião. Os deputados João Caldas (PMN) e Heloísa Helena (PT) participaram como ouvintes e disseram que Cícero Ferro não foi comunicado oficialmente. Apesar da comissão ter dez dias para apresentar seu parecer, o relatório já estava pronto no início da reunião.
Os partidos da oposição pretendem recorrer à Justiça para exigir a tramitação normal do processo, caso o relatório rejeitando os pedidos de impeachment seja aprovado pelo plenário nesta quinta-feira. Dos 27 deputados, 17 fazem parte da bancada do governo, três são independentes (e devem votar pelo impeachment) e sete são da oposição. Na votação anterior, o pedido de impeachment encaminhado pela CPI da Assembléia, que constatou irregularidade na emissão e venda dos títulos públicos, foi derrubado por 18 votos a sete.
O relator da comissão afirmou ter consultado dois juristas - não disse os nomes -, que o ajudaram na decisão.

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