Oposição tenta barrar eleição na Câmara de Curitiba
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quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O bloco de oposição na Câmara Municipal de Curitiba irá tentar barrar na Justiça a eleição dos novos membros da mesa executiva da Casa marcada para hoje. O vereador Ricardo Gomide (PCdoB) pediu, em plenário, na última segunda-feira, o adiamento do processo de escolha, mas o pedido foi negado. Os vereadores acusam o presidente da Câmara, vereador João Cláudio Derosso (PFL), de marcar a eleição ''em conluio secreto'' para não abrir debate com a oposição.
De acordo com o vereador Paulo Salamuni, líder do PMDB na Câmara, Derosso teria proposto adiar as eleições que pelo regimento interno devem acontecer entre 15 de novembro e 15 de dezembro para 2 de janeiro por conta da votação das cerca de 700 emendas do orçamento. Segundo eles, houve manobra da situação para que a oposição só soubesse, na segunda-feira, que a eleição aconteceria hoje. O processo seria oficializado em plenário na quarta-feira da semana passada, mas a sessão foi cancelada por falta de quórum.
Além de apelar para medidas judiciais, os opositores na Câmara disseram ontem que vão anular o voto. A medida tem efeito moral e não prático, já que são minoria na Casa. São oito vereadores de oposição contra 27 da situação. ''Decidimos anular o voto porque não concordamos com esse tipo de atitude'', afirmou o líder do PT na Câmara, Adenival Gomes.
O líder do bloco de oposição, vereador Marcelo Almeida (PMDB), disse que houve decisão de não lançar chapa, uma vez que os opositores consideram o processo ilegítimo. Disse, ainda, que vai pedir o desligamento do vereador Celso Torquato do partido (PMDB) porque ele decidiu integrar a chapa da situação.
A Folha tentou contato com os vereadores Derosso e Torquato, mas ambos não retornaram as ligações.


