Curitiba - Manobras da oposição na Assembléia Legislativa podem prejudicar a autorização para compra da Usina Elétrica a Gás de Araucária (UEGA). Um requerimento protocolado pela bancada de oposição, e que pede que o trâmite do projeto de lei que autoriza a venda seja suspenso por tempo indeterminado, foi aprovado em plenário no último dia 2. A justificativa são os problemas que o Brasil está enfrentanto na Bolívia já que a usina é movida a gás. A bancada do governo, em função da ausência dos seus deputados em plenário, não conseguiu aprovar o regime de urgência para a matéria há duas semanas, o que anularia o requerimento da oposição.
  Mas, segundo o presidente da Casa, deputado Hermas Brandão (PSDB), a bancada do governo ainda tem mais uma chance de aprovar o regime de urgência.
  O requerimento da oposição diz que o pedido justifica-se diante da ‘‘inusitada e preocupante situação criada com a edição intempestiva do decreto do presidente boliviano determinando a ocupação das instalações da Petrobrás’’. ‘‘Ante a indefinição gerada quanto ao destino da Petrobrás na Bolíva e também quanto a futura comercialização do gás para alimentar a UEGA, seria temerário, no momento, qualquer decisão desta Casa sobre o assunto’’, finaliza o requerimento, que tem a assinatura de apenas oito deputados. Segundo o presidente da Casa, o pedido de urgência anularia automaticamente o requerimento. Porém no dia da votação do pedido, a maioria da bancada aliada ao governo do Estado estava ausente e não houve o número de votos suficientes.
  O líder do governo na Casa, deputado Dobrandino da Silva (PDMB), que na época deu um ‘‘puxão de orelha’’ público na sua bancada pela ausência, afirmou que vai apresentar o pedido de urgência novamente hoje ou na próxima segunda-feira. ‘‘Já estamos mobilizando a bancada para aprovar este pedido. Essa lei precisa ser aprovada. O governo precisa disso’’, afirmou. Brandão explicou que, caso o novo pedido de urgência seja aprovado, o projeto de lei deve ser votado em no máximo duas semanas.

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