Oposição subestima ações, já aliados batem palmas
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segunda-feira, 02 de abril de 2001
Agência Estado 
Poucos senadores acompanharam o pronunciamento do presidente Fernando Henrique Cardoso. Dos poucos que estavam em Brasília, a maioria não o assistiu, mas apenas tomou conhecimento do seu teor. O líder do PT no Senado, José Eduardo Dutra, subestimou as ações do presidente. Acho tudo isso muito engraçado porque quando ele (Fernando Henrique) assumiu, destituiu uma comissão criada pelo ex-presidente Itamar Franco semelhante a essa que lançou hoje (ontem), declarou, avisando que isso não adianta nada porque a porta já está arrombada.
O senador Paulo Hartung (ES), líder do PPS, considerou improcedentes as críticas à CPI, mas elogiou a atitude de Fernando Henrique de mandar averiguar as acusações. Tomo a iniciativa de parabenizá-lo porque todo governo quando se incomoda com o que a opinião pública fala dele tem chances de corrigir seus erros, observou Hartung ao acrescentar que criar a corregedoria é um bom sinal já que mostra que o governo saiu do imobilismo.
O senador Carlos Wilson (PPS-PE) não poupou o presidente. Quando era senador, Fernando Henrique foi um dos grandes incentivadores da CPI para investigar corrupção naquele governo e nem por isso o ex-presidente José Sarney caiu, disse ele, ao comentar que quem não deve, não teme.
Os aplausos à iniciativa do presidente vieram dos líderes do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), e do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA). Isto traduz uma decisão política de auditar tudo que surgir e responder à cada vírgula contra o governo, afirmou Arruda.
Segundo ele, o presidente e seu governo estavam sendo atacados de corrupção, o que é absolutamente inverídico e o estava deixando indignado. Geddel, por sua vez, afirmou que qualquer iniciativa nessa linha de criar uma corregedoria é muito bem vinda e deveria até mesmo ser seguida pelos estados. Para ele, a proposta é válida também porque combate o discurso dos irresponsáveis e demagogos.


