Oposição se une para derrubar Cassio
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quarta-feira, 14 de novembro de 2001
Rodrigo Sais<br>De Curitiba 
Três candidatos derrotados no pleito de 2000 à Prefeitura de Curitiba entraram ontem com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), solicitando a rejeição das contas apresentadas pelo comitê de campanha do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). A ação, subscrita por Ângelo Vanhoni (PT), Maurício Requião (PMDB) e Forte Neto (PDT), que disputou a eleição pelo PSDB, solicita ao TRE uma investigação baseada na cópia dos documentos que apontam uma movimentação de caixa de R$ 32,9 milhões durante a campanha de Cassio. O comitê de Cassio declarou ter gastado apenas R$ 2,88 milhões à Justiça Eleitoral.
O pedido de providências também é subscrito pelos diretórios municipais do PMDB, PPS, PDT e PT. A ação marca uma nova fase na batalha jurídica que a oposição trava para cassar o mandato do prefeito de Curitiba. Segundo o advogado Daniel Godói as próximas medidas serão discutidas por todos os partidos de oposição para obterem mais eficácia na Justiça.
A nova ação só deve começar a ser analisada pelo juiz Espedito do Amaral hoje à tarde. O juiz, responsável pela 1 zona eleitoral, também inicia hoje a análise do pedido de modificação de sentença feito pelo PT sobre a decisão que aprovou as contas declaradas pelo PFL ao TRE.
O maior interessado no afastamento de Cassio da prefeitura é o deputado estadual Ângelo Vanhoni, que assumiria o cargo caso uma recontagem de votos do TRE indicasse que o petista teria alcançado mais de 50% dos votos válidos. Porém, Vanhoni não acredita que a Justiça consiga dar uma sentença definitiva sobre o assunto nos próximos meses. ''A Justiça não tem a agilidade necessária para resolver uma questão dessas em pouco tempo. Mas mesmo que a sentença seja emitida após o término do mandato do prefeito, a sociedade sai beneficiada pela transparência que será conferida ao processo político'', analisa o deputado.
Em entrevista concedida ontem, Vanhoni afirmou ter informações de que o Ministério Público (MP) estadual já estaria de posse dos documentos originais com a movimentação financeira da campanha de Cassio. ''Isso deve dirimir as dúvidas sobre a legitimidade dos documentos, que já foram reconhecidos pelo próprio tesoureiro da campanha do PFL, o sr. Francisco Paladino'', acredita o deputado.
Para o presidente do diretório municipal do PFL, José Carlos Ciccarino, a documentação entregue ao MP é forjada. Em nota oficial, Ciccarino classificou os documentos como ''uma presepada'', e acusou o senador Roberto Requião (PMDB) de estar por trás das denúncias. ''Depois do senador Requião, aparecem os candidatos derrotados Ângelo Vanhoni e Maurício Requião tentando armar um cenário eleitoral favorável a eles'' diz a nota.


