Oposição se mostra impotente para reagir
A reação à ofensiva de Severino Cavalcanti motivou declarações ásperas, mas não houve manifestações categóricas de que haverá mobilização para derrotar a proposta. ''O governo não se mete nisso, isso é uma questão da Casa'', afirmou o deputado Professor Luizinho (PT-SP), líder do governo. ''Há um sentimento contrário na bancada'', disse Paulo Rocha (PA), líder do PT. ''Não há força no Congresso que possa impedir esse reajuste'', contrapôs Pedro Henry (MT), considerado como o mais forte ''ministeriável'' do PP.
Ontem, o 2º vice-presidente da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), recolhia as assinaturas necessárias para classificar como urgentes os projetos, o que os livrará de tramitar em três comissões permanentes antes da votação em plenário. No final da manhã, ele afirmou ter conseguido 180 das 257 assinaturas necessárias.
Com a reunião de ontem, Severino começa a cumprir, oito dias após assumir o comando da Câmara, a sua principal promessa de campanha, que era equiparar o salário dos deputados ao teto proposto pelo STF para o funcionalismo, que é de R$ 21.500 para este ano. O projeto do STF para o novo teto também tramitará com regime de urgência.
O deputado Beto Albuquerque (RS), um dos vice-líderes do governo, diz que renunciará ao possível aumento. ''Esse aumento é imoral. Gosto de dinheiro, mas de dinheiro ético, merecido, moralmente defensável'', declarou. (F.)





