Oposição se mexe para lutar contra a CPMF
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quinta-feira, 14 de agosto de 2003
Agência Estado 
Brasília- Os partidos de oposição do Senado assumiram ontem o compromisso de trabalhar pela rejeição da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), se o governo continuar irredutível ao apelo de partilhar esses recursos com Estados e municípios. A promessa foi recebida sob aplausos de cerca de 400 prefeitos participantes do encontro organizado pelo PFL, aberto a todos os partidos. Para o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), o Congresso não pode concordar com a intenção do governo do PT de ''impor a centralização dos tributos em favor da União''.
''Ao invés de colocar o boné da insensatez, levantamos a bandeira dos municípios e Estado e se trabalharmos de forma coesa, sairemos vencedores'', provocou o presidente do PFL, referindo-se ao polêmico boné do MST usado pelo presidente Lula.
O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), foi aplaudido de pé, após mandar um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: ''Ou divide a contribuição ou a contribuição não passa no Senado''. Virgílio também prometeu criar empecilhos à decisão governo de transformar a CPMF em contribuição permanente. ''Vamos marchar juntos na reforma tributária, dando a vocês voz e voto para exigir ampla negociação com o governo'', prometeu.
Embora seu partido esteja na cota de aliados do Palácio do Planalto, o presidente da Frente Parlamentar Pró-Municípios, senador Ney Suassuna (PMDB-PB) endossou o coro dos oposicionistas. Segundo ele, é hora de corrigir as distorções provocadas pela concentração de recursos na União.


