Oposição se diz confiante em rejeitar pacote
Curitiba - Quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná confirmou o resultado do pleito de 2014, nem o mais otimista dos opositores ao governador Beto Richa (PSDB) imaginava que derrotaria o tucano na Assembleia Legislativa (AL), onde há quatro anos ele dispõe de ampla maioria. A pressão dos servidores grevistas, entre eles mais de 50 mil professores efetivos da rede pública, porém, tem levado muitos integrantes da base aliada a rejeitar o "pacote de austeridade", ao menos na forma como ele está. O Palácio Iguaçu continua favorito na votação de hoje, no entanto, pode-se dizer que uma eventual vitória da minoria já não seria mais encarada como surpresa.
Dos 54 deputados estaduais, oito iniciaram o ano se dizendo como oposição: os três petistas Professor Lemos, Péricles de Mello e Tadeu Veneri , três dos oito peemedebistas Requião Filho, Anibelli Neto e Nereu Moura -, além de Nelson Luersen (PDT) e Pastor Prackzyk (PRB). A FOLHA apurou que mais dois peemedebistas, além de deputados do PSD, do PV, do PDT, do PPS, do PSL, do PPL, do PSB, do PTB e do PSC, o último dono da maior bancada da Casa, com 12 integrantes, não teriam fechado voto a favor do conjunto de medidas, número suficiente para derrubá-lo. Até as 14h30 de hoje, quando se inicia a sessão plenária, contudo, o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), segue buscando um consenso junto à base.
"Muitos deputados nem dormem desde que o pacote chegou aqui. O Beto Richa conseguiu formar uma oposição vigorosa na Assembleia, jogar todo o funcionalismo contra ele e abrir com pá, retroescavadeira e enxada a própria sepultura", afirmou Moura. "Perder e ganhar faz parte do processo legislativo e da democracia. O governo expõe os seus motivos e tem clareza dos seus objetivos. Por outro lado, temos de respeitar os servidores. Certamente, até o processo final de votação encontraremos uma solução boa para todos", disse Romanelli. (M.F.R.)





