Oposição se dispõe a lutar contra multa
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O governo Roberto Requião (PMDB) está convocando para a próxima terça-feira, em Brasília, uma reunião com a bancada paranaense de deputados federais e senadores, com o objetivo de unir forças na tentativa de acabar com a multa de R$ 10 milhões mensais contra o Estado, aplicada pela Secretaria do Tesouro Nacional. Deputados estaduais também foram convidados e alguns, incluindo o líder da bancada de oposição na Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), já confirmaram presença no encontro.
A multa foi imposta ao governo por causa do não pagamento de títulos podres assumidos pelo Estado durante o processo de privatização do Banestado, ainda no governo Jaime Lerner. Segundo Requião, a punição já custou ao Paraná R$ 220 milhões. Ele chegou a negociar a suspensão da multa e a devolução do montante pago com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A alegação é que a punição é indevida, já que o Banco Central autorizou a compra dos títulos.
Como, até agora, o pedido feito a Lula não deu resultado e o Estado continua pagando a multa, Requião apelou para uma mobilização dos parlamentares paranaenses, incluindo a oposição. ''A definição para o caso está bem encaminhada, mas nosso objetivo ao convidar a oposição é mostrar a importância que o assunto tem para o Paraná'', explicou o deputado Alexandre Cury (PMDB), um dos principais aliados de Requião na Assembléia.
O líder da oposição na Casa, Valdir Rossoni, afirmou estar disposto a participar da reunião em Brasília e a colaborar com a busca por uma solução para o caso. ''Com essa atitude vamos mostrar ao Requião que, todas as vezes que formos convidados para defender os interesses do Paraná, estaremos à disposição'', disse. ''Se o Paraná tiver mais dinheiro para investir, para pagar seus servidores, temos que defender (a suspensão da multa).''
Augustinho Zucchi (PDT) é outro deputado de oposição que deve ir a Brasília. ''Essa não é uma questão de governo, é uma questão de Estado. O Paraná sempre teve fama de autofágico, mas num tema de interesse como esse, não deve importar a questão política'', declarou. Apesar de apoiar a mobilização, Zucchi lança dúvidas sobre os resultados que serão alcançados. ''Resolver a questão é outro caso'', comentou.


