Oposição reage e defende o valor de R$ 420
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
Andreza Matais<br> Folhapress 
Brasília - A oposição reagiu ao comentário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que seria ''demagogia'' do Congresso reajustar o salário mínimo além dos R$ 380 acordados entre o governo e as centrais sindicais e a promessa de que irá vetar qualquer valor maior do que este. No que depender do PFL e do PSDB o presidente terá que usar a caneta. É que os dois partidos vão insistir num mínimo próximo dos R$ 420.
O líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que o presidente desrespeita o Congresso ao tentar impor sua vontade. ''Cabe ao Congresso tomar a decisão sobre o mínimo e certamente vamos trabalhar na tentativa de dar o maior valor possível. Ele (Lula) que cuide dos mensaleiros dele'', afirmou.
Segundo o deputado, o objetivo é chegar aos R$ 420 - mesmo valor defendido inicialmente pelos sindicatos. ''Vamos votar o valor que os sindicatos propuseram antes da reunião com o presidente. (Os sindicatos) se entregaram para o governo, ficaram fechados numa reunião com Lula que ninguém sabe o que ocorreu'', afirmou. Segundo Maia, ao contrário do Congresso, os sindicatos ''não representam'' a população brasileira e não podem fechar um acordo em nome de todos.
O vice-presidente do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), disse que demagogia é o governo aumentar o valor do Bolsa Família e o número de beneficiados no ano da eleição. ''O governo tem dinheiro para o Bolsa Família, mas não para aumentar o mínimo. Isso é demagogia'', rebateu. Dias afirmou que o PSDB ''tem a obrigação'' de lutar por um reajuste maior do mínimo do que o defendido pelo governo. ''Nós não temos um valor definido, então devemos acompanhar o PFL pelos R$ 420'', disse.


