Oposição reage com indignação
Mário CésarREVOLTAElza deixa o plenário sob proteção: ‘Foi tramóia’A vereadora Elza Correia (PMDB) reagiu com indignação ao adiamento da sessão que poderia aprovar a formação de uma Comissão Processante contra o prefeito. ‘‘Foi uma tramóia para obstruir a votação. Rasgaram a Constituição Federal, a Lei Orgânica Municipal e o Regimento Interno da Câmara’’, disse Elza.
De acordo com vereadora, o Legislativo perdeu uma oportunidade ao adiar a votação. ‘‘Deixamos de resgatar a decência, deixamos de cumprir nosso papel. É inadmissível’’, reagiu Elza, que deixou o plenário escoltada por homens do pelotão de choque da Polícia Militar. Durante as mais de sete horas de sessão, a vereadora defendeu a aprovação do Comissão Processante e fez críticas à prefeitura. A postura de Elza irritou os manifestantes favoráveis ao prefeito, que não economizaram xingamentos à vereadora.
O vereador Tercílio Turini (PSDB) interpretou o encerramento da sessão como uma manobra do bloco de apoio ao prefeito Antonio Belinati. ‘‘Só posso dizer que estou decepcionado. Tínhamos tudo para lavar esta sujeira’’, afirmou Turini, referindo-se às denúncias investigadas pelo Ministério Público e pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara. Para o vereador, o adiamento prejudicou a oposição e o bloco de sustentação do prefeito. ‘‘Certamente é ruim para todos’’, definiu ele, lembrando que a proposta será a primeira da pauta da Câmara na sessão de terça-feira.
‘‘Isso enxovalha a Câmara e pega muito mal’’, afirmou Célio Guergoletto (PMDB). Segundo ele, a sociedade de Londrina ficou chateada com o final da sessão, que acabou em tumulto. ‘‘Eu deixo a Câmara hoje me sentindo como um palhaço. Acho que foi feita uma manobra’’, desabafou Guergoletto.
Entre os vereadores que dão sustentação ao prefeito o tumulto também foi lamentado. Flávio Vedoatto (PL) explicou que a confusão se originou porque um grupo de advogados tentou invadir a sala de reuniões. ‘‘No momento em que tudo aconteceu estávamos deixando a sala e retornando ao plenário para retomar as discussões’’, afirmou ele.
Já o vereador Adalberto Pereira da Silva (PFL) afirmou que a reunião foi convocada para desfazer dúvidas sobre a proposta apresentada pelas entidades que defendem a instalação de uma comissão processante. ‘‘Eu não estou discutindo méritos, defendo apenas a oportunidade de ler’’, afirmou Adalberto.
Na opinião do vereador Orlando Soares Proença (PDT), não houve manobra. ‘‘Os trabalhos ocorreram normalmente’’, declarou. Ele disse que recebeu a cópia da documentação no início da noite de anteontem e não pôde analisar o material devidamente. ‘‘Humamente foi impossível ler tudo’’, garantiu. (P.L - colaborou Lino Ramos)

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