Oposição reage com cautela à candidatura de Cheida ao governo
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sábado, 04 de outubro de 1997
Patrícia Zanin Londrina 
Partidos de oposição consultados pela Folha encaram com simpatia, mas também como cautela, as últimas declarações do ex-prefeito de Londrina, Luiz Eduardo Cheida (PT), que se dispõe a disputar o governo do Estado como candidato das oposições. Na semana passada, o PT decidiu lançar candidatura própria ao Estado para o pleito do próximo ano. Cheida é um dos mais cotados.
O presidente estadual do PMDB, Milton Buabssi, admite que o ex-prefeito é uma liderança forte, mas não abre mão da cabeça de chapa na disputa estadual com o senador Roberto Requião. O que podemos fazer é conversar e oferecer o cargo de vice para o PT por considerarmos essa aliança fundamental. E estamos conversando com o PSDB para ter o Álvaro (Dias) como candidato ao Senado, diz Buabssi.
O secretário geral do PCdoB, Milton Alves, diz que é mais importante agora debater uma proposta política alternativa do que lançar nomes. Ele integra o Fórum das Oposições, que está se reunindo há um mês, em Curitiba. Vivemos um processo com dois momentos. A prioridade agora é a discussão política. Para ele, o nome do ex-prefeito é uma contribuição do PT ao debate. Com certeza não é uma posição fechada. Gostamos, mas também examinamos o nome do senador Requião, bom para unificar toda a oposição e ultrapassar a fronteira das esquerdas. Ele pode acalentar mais setores, avalia.
Em relação ao PV, a aliança com o PT corre o risco de não se consolidar por uma questão ecológica. O presidente estadual do Partido Verde, Antonio Jorge Melo Viana, acredita que somente depois de superado o entrevero com o PT em relação ao Parque Nacional do Iguaçu será possível reiniciar o diálogo. O PT continua incentivando a invasão ao Parque e deve rever sua posição, adverte Viana.
O presidente estadual do PDT, Nelton Friedrich, também acredita na precocidade do debate sobre nomes das oposições, embora tenha defendido em Londrina a candidatura do prefeito Antonio Belinati (PDT) ao governo do Estado. Nossa prioridade é reestruturar o partido, embora não haja inconveniente na divulgação de nomes. Faz parte do momento e quanto mais nomes houver, melhor para o debate, disse ele, referindo-se a Cheida.


