Oposição reacende escândalo que envolve Bush France Presse
Washington Um caso de venda de ações pelo presidente George W. Bush volta à tona 12 anos mais tarde, num momento em que ele se prepara para pronunciar, na próxima terça-feira, um discurso sobre a responsabilidade do mundo dos negócios, abalado por uma série de escândalos, como os da Enron, Worldcom e Vivendi. O caso reapareceu nos últimos dias na imprensa americana, com a oposição democrata destacando o paradoxo entre os propósitos moralizadores do presidente e sua própria ética.
Em junho de 1990, quando participava da direção da empresa Harken Energy Corporation, com sede no Texas, Bush vendeu ações da firma por US$ 848.560, oito horas antes do fechamento do trimestre, período durante o qual a empresa sofreu, como anunciaria dois meses mais tarde, perdas de US$ 23 milhões. Com o anúncio desses resultados, os papéis desabaram para a metade do valor, segundo documentos da Comissão americana de Operações em Bolsa (SEC), publicadas na Internet por um grupo de estudiosos políticos em Washington.
A SEC chegou a abrir investigação informal sobre o caso em 1991. A Casa Branca anunciou anteontem que Bush não era responsável pelo atraso da declaração da venda de suas ações e culpou pelo caso os advogados da empresa Harken.





