Oposiçaõ quer ouvir Benedito Pires
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quarta-feira, 06 de junho de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O deputado estadual Marcelo Rangel (PPS) apresentou ontem, na Assembléia Legislativa, um requerimento para convidar o secretário especial de Imprensa do Governo do Paraná, José Benedito Pires Trindade, a prestar esclarecimentos na Casa sobre os gastos da Secretaria de Estado de Comunicação Social (SECS). O requerimento ainda será votado no plenário. Rangel também é autor do requerimento que originou a criação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI), terça-feira passada, destinada a apurar supostas irregularidades nos gastos do Executivo com publicidade e propaganda. A CEI ainda não foi instalada na Casa. A reportagem tentou contato com o secretário especial, ontem, mas não obteve retorno.
Rangel explica que Benedito é quem faria o contato direto com empresas de publicidade e propaganda, daí a necessidade de convidá-lo. O deputado Alexandre Curi (PMDB) disse que ''não há nenhuma necessidade de chamar o Benedito''. ''O secretário de Estado é quem é o ordenador das despesas da pasta'', argumentou. Rangel alega que já foi feito um convite para o secretário estadual Airton Pisseti, à frente da SECS, para comparecer ao Legislativo, e que não houve retorno. ''Ele (Benedito) é a segunda autoridade da imprensa'', explica o pepessista.
Ontem, um outro requerimento também foi apresentado pela oposição sobre os gastos da SECS. A intenção é descobrir quais contratos estabelecidos entre a pasta e empresas da área, nos anos de 2005 e 2006, sofreram aditivos. A oposição também pede informações sobre os valores e as datas dos aditivos, além dos nomes das empresas que firmaram os contratos com o Executivo. O requerimento ainda deve ser votado em plenário.
Apesar do presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), já ter informado que vai reunir os líderes das legendas para tratar sobre a instalação da CEI apenas no dia 15 de junho, Rangel ontem levantou novamente a questão sobre os membros que devem estar à frente das investigações. Ele alega que, ao contrário do que se dizia até agora, o bloco formado pelo PPS e pelo PMN teria direito a disputar uma vaga dentro da CEI.
Rangel afirma que não vai ''abrir mão'' da sua participação na CEI, já que foi o autor da proposta.


