Oposição quer mudança no comando do setor
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
Renata Giraldi<br>Folhapress 
Brasília - A oposição defende as demissões do ministro da Defesa, Waldir Pires, e dos presidentes da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi. Representantes do DEM, do PSDB e do PSOL cobram uma posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prometem pressionar para que as providências sejam tomadas o mais rápido o possível.
O assunto virou tema principal de reunião realizada ontem pelo PSOL e deverá estar na pauta de uma reunião do DEM que deve ocorrer na próxima semana, em Brasília. ''Há um pânico generalizado que toma conta de todos. Ninguém suporta o que está ocorrendo. A nós, da oposição, cabe denunciar, criticar e sugerir'', disse o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).
Segundo Maia, técnicos do partido levantam as denúncias que surgiram a partir do acidente envolvendo o avião da Gol, em setembro do ano passado, até os dias de hoje. Também reúnem as sugestões apresentadas pelos controladores e pilotos, além de outros especialistas que acompanham o assunto. ''O que está ocorrendo é uma falta de respeito e de vergonha'', reagiu o deputado.
Para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), um conjunto de erros associado à incompetência provocou o acirramento da crise no setor aéreo. Na opinião dele, um dos focos está na manutenção do ministro Waldir Pires. ''Ele (Waldir Pires) é um homem culto e educado, mas desprovido de qualificação para continuar à frente do Ministério da Defesa. Ele demonstrou total desconhecimento da área'', afirmou.
Pannunzio também critica os comandos da Aeronáutica, da Anac e da Infraero. ''Como é que puderam confundir a caixa-preta com um gravador? O que está acontecendo?'', questionou o deputado. ''Isso tudo é inadmissível. Não pode continuar desta forma'', disse.
Integrante da CPI do Apagão da Câmara, a deputada Luciana Genro (RS), reclamou do tratamento que ela julga ''burocrático'' para crise. Segundo ela, o correto seria ouvir os especialistas e técnicos que lidam diretamente com a área. ''A situação se agrava em função da paralisia do presidente Lula em lidar com o assunto. As mudanças se fazem urgentes'', disse ela.


