Oposição quer explicações sobre contratos na Capital
Curitiba - O líder da oposição na Câmara dos Vereadores de Curitiba, André Passos (PT), quer chamar o presidente do Instituto Curitiba de Informática (ICI), Luiz Alexandre Fagundes, para prestar esclarecimentos aos vereadores sobre os contratos firmados pelo instituto. Segundo o vereador, os indícios de irregularidades nos contratoes entre o ICI e o governo do Estado sugerem que a prática possa ocorrer também na administração municipal. O ICI é o principal provedor de serviços de informática para a Prefeitura de Curitiba.
O instituto já teve dois contratos cancelados pelo governador Roberto Requião (PMDB), que alegou dispensa ilegal de licitação para romper os compromissos. O último contrato com o instituto a ser cancelado por Requião previa a implantação de uma rede de telefonia para o Estado, por uma valor de R$ 11,5 milhões. O contrato, firmado em novembro de 2001 durante a gestão de Jaime Lerner (PFL), previa a dispensa de licitação devido ao notório saber do ICI para realizar a função. Em janeiro, outro contrato de R$ 13,2 milhões foi rompido pelo mesmo motivo.
A Procuradoria Geral do Estado alegou que o ICI não seria a única empresa capacitada a realizar a função. O fato de que o contrato já previa a terceirização da instalação da rede de telefonia para outra empresa (MQI Informática) foi o argumento utilizado para romper o compromisso. A assessoria do ICI informou que não irá se manifestar sobre o assunto antes de ser notificada oficialmente da quebra do contrato.
Para André Passos, o presidente do ICI Luiz Alexandre Fagundes deve esclarecer os negócios firmados entre o instituto e a prefeitura. ''Já é temeroso quando uma empresa privada burla a lei das licitações. Mas quando uma empresa vinculada a prefeitura, é beneficiada por uma dispensa de licitação e ao mesmo tempo privilegia uma terceira empresa, o fato é ainda mais grave''.





