O governo terá de recompor todas as suas forças no início de agosto, para a votação do segundo turno da emenda da reforma administrativa. Os partidos de oposição pretendem apresentar dois pedidos de destaque para votação em separado sobre a quebra da estabilidade. Um, para suprimir a possibilidade de demissão de servidores por incompetência; outro, por excesso de quadros.
O líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), encomendou estudos à assessoria jurídica do Palácio do Planalto para ver se consegue impedir a reapresentação do destaque que tira do texto a parte referente à quebra da estabilidade por incompetência. Ele quer saber se as oposições podem repetir iniciativas tomadas no primeiro turno. O regimento interno da Câmara não prevê a proibição.
A quebra da estabilidade do servidor público para a demissão por insuficiência de desempenho e para que sejam atendidas as exigências da Lei Rita Camata, de se limitar a folha de pagamento do funcionalismo a 60% da receita da União, de Estados e municípios, terá de passar por mais uma votação da Câmara e por duas do Senado.
O governo venceu por uma maioria apertadíssima. Conseguiu 309 votos a favor da proposta de quebra da estabilidade, 1 a mais do necessário: 308. Logo depois da votação o líder em exercício do bloco de oposição, deputado Marcelo Deda (PT-SE), advertia: ‘‘Vem aí o segundo turno e os senhores podem esperar nova investida para impedir a quebra da estabilidade.’

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