Oposição quer detalhes sobre cartões no Paraná
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Rodrigo Lopes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O líder da oposição na Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), protocolou ontem um requerimento pedindo que o governo forneça informações sobre o uso de cartões corporativos por funcionários do Estado. Rossoni quer que o Executivo detalhe quantos cartões são usados atualmente e os valores gastos com cada um deles. O pedido ainda precisa ser aprovado pelo plenário da Casa para que seja enviado ao governo, que por sua vez afirma já ter fornecido informações sobre o assunto a Rossoni no ano passado.
O requerimento é endereçado à Secretaria de Estado da Administração e Previdência (Seap), responsável pela gestão da Central de Viagens, que controla os recursos destinados a cobrir gastos de funcionários durante deslocamentos. Caso o pedido seja aprovado pela Assembléia, a Seap terá 15 dias para fornecer as informações. Rossoni pretende saber quantos cartões corporativos estão atualmente em uso no Estado e pede informações sobre a utilização deles por alguns órgãos específicos, como Governadoria, Vice-Governadoria, Casa Civil, secretarias da Educação, Cultura, Comunicação e Habitação, além da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
O líder da oposição solicita ainda a relação com os nomes de todos os servidores que utilizam cartões corporativos estaduais e o órgão para o qual trabalham. Quer saber também os valores retirados com cada um dos cartões, além da data dos saques e qual foi o destino do servidor.
Para Rossoni, as informações são necessárias para que se tenha mais transparência no uso dos cartões. Segundo ele, até agora o governo teria dado apenas informações genéricas, sem detalhar exatemante como foram feitos os gastos com os cartões.
O governo, porém, afirma já ter respondido aos questionamentos de Rossoni no ano passado, quando um primeiro pedido de informações foi enviado à Seap. Ontem, a assessoria de imprensa da Casa Civil divulgou as respostas dadas ao líder da oposição no início de agosto. Nos documentos, o governo explica que o uso de cartões corporativos foi implantado por decreto estadual em 2001. A secretaria afirmava ainda que 11.735 cartões estavam em uso na época e enviava cópia da relação com os números de cada um deles e os nomes dos titulares.
A Seap também explicava que os cartões são carregados com limite apenas quando um funcionário precisa viajar, com dinheiro suficiente para cobrir gastos com ''passagem para deslocamentos, despesas com o transporte e diárias para hospedagem e alimentação''. Além disso, explicava que o limite disponível é zerado no retorno do servidor, ''não sendo possível a sua utilização, pois a partir daquele momento não existirá nenhum crédito para saque''.


