Oposição quer debate amplo
Curitiba - O deputado estadual André Vargas, presidente do PT do Paraná, disse que espera que o governo use o método do diálogo e debate para a autarquização da Emater. ''Cansamos de ver aqui que quando chega a hora de votar, aparecem as pressões para que os projetos do governo sejam aprovados. Espero que o método do governo seja outro, desta vez. Seja o método do diálogo'', disse Vargas. O deputado Pedro Ivo Ilkiv (PT) disse que votará contra o projeto porque é agricultor e deve tudo o que sabe aos técnicos da Emater. ''Aprendi a industrializar meus suínos e o leite que produzia com os técnicos da Emater. Vi várias tecnologias importantes e aprendi que tinha que me organizar em cooperativas para ter força política. Se sou deputado, também devo isso ao que os engenheiros me falavam'', lembrou.
Nem mesmo o deputado José Maria Ferreira (PMDB) se manifestou a favor do projeto, durante a audiência pública de ontem. Ele criticou a forma como o projeto foi encaminhado e pediu um debate técnico para que pudesse aprofundar os conhecimentos dele na área. ''Tecnicamente o projeto foi mal formulado. Sob o ponto de vista político, ele é inoportuno. Não se justifica'', ponderou José Maria.
O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, nega que a autarquização possa trazer demora para os processos técnicos ou administrativos da Emater. ''Os salários dos funcionários da Emater vêm sendo reajustados em detrimento de outros servidores, eles vêm reajustando os salários sem lei. A Emater é uma empresa pública e deveria ser auto-suficiente, mas vem onerando o Estado, que vem sustentando a empresa com R$ 5,5 milhões por mês'', respondeu Lacerda, em recente entrevista à Folha. Lacerda era esperado ontem na audiência pública, mas não compareceu. (L.P.)





