Oposição quer CPI para investigar morte de deputado
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quarta-feira, 17 de abril de 2002
Maria Duarte Equipe da Folha 
Curitiba - A oposição ameaçou ontem articular a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o assassinato do deputado estadual Tiago Amorim (PTB), morto no dia 18 de dezembro ao levar cinco tiros em Cascavel.
A decisão foi tomada depois que o delegado Alexandre Macorin, responsável pelas investigações da morte do deputado, foi transferido para Paranavaí, anteontem. O líder do PMDB, Nereu Moura, disse que os deputados estão inconformados com a falta de respostas em relação ao crime. O delegado assegurou que a mudança não vai comprometer as investigações.
O petebista Luiz Carlos Alborghetti afirmou que, em entrevista a uma equipe de seu programa de televisão, Macorin declarou que a polícia já tem o nome do mandante e do assassino, mas que não podia revelar quem são. Vamos esperar até a semana que vem, se não surgirem respostas montamos a CPI, prometeu Moura.
Mesmo que seja criada, a CPI terá que esperar na fila. Além de cinco CPIs governistas (já instaladas e algumas até com prazos vencidos), a oposição tem outras três comissões esperando na fila: Jogos da Natureza, Pedágio e Copel. Pelas regras do Regimento Interno, apenas cinco CPIs podem funcionar simultaneamente na Casa.
Macorin deve apresentar o relatório das investigações na próxima semana, quando se reúne com o secretário de Segurança Pública, José Tavares, e com o delegado-chefe da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro.
Segundo Macorin, o mandado de prisão contra o responsável pela morte foi expedido pela Justiça, mas o autor dos disparos permanece foragido. Já o mandante do crime, que segundo informações sigilosas seria um policial civil, ainda não teve sua prisão decretada.


