Brasília - Líderes da oposição na Câmara começaram a discutir ontem uma estratégia conjunta para um eventual encontro com a presidente Dilma Rousseff. PSDB, DEM e PPS acertaram que não aceitam restringir a pauta da reunião a um debate sobre reforma política.
Para os oposicionistas, ao propor um plebiscito sobre a reforma política a presidente lança uma "cortina de fumaça" em resposta às manifestações populares que há mais de 14 dias tomam as ruas do País.
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmou ontem que a presidente Dilma Rousseff vai se reunir com lideranças da oposição na segunda-feira para discutir a reforma política. Ao contrário da maioria dos integrantes da base aliada, que defende a realização do plebiscito, a oposição quer que se faça um referendo após o próprio Congresso fazer a reforma política.
Se o convite for confirmado, os líderes pretendem reunir os comandos dos partidos para fechar um documento que será apresentado à presidente.
"Temos outros assuntos para tratarmos como saúde, educação redução de gastos públicos, de ministérios essa é a pauta que está em sintonia com as ruas e isso queremos discutir", disse o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP).
O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), reforçou o discurso. "Não temos nada contra o plebiscito, mas nós temos capacidade de diagnosticar e fazer uma reforma política. O que a presidente está fazendo é lançar uma cortina de fumaça para tentar esconder as mazelas do governo na educação, na saúde, no transporte", afirmou. "A população é a favor da reforma política, mas tem inúmeras demandas para o governo que não consegue perceber o que é prioridade", completou.
Para o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), disse que a ideia é cobrar a presidente pelo desgoverno do país. "Se a pauta dela é só reforma política, já poderia ter feito há muito tempo. O governo tem 80% dos deputados e do Senado. Se tivesse interesse, já teria feito", afirmou.

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