Oposição quer AL independente
Oposição quer AL independente A participação de representantes da Assembléia Legislativa na comissão de sindicância criada pelo governo e a resistência em se criar uma CPI estadual para investigar o narcotráfico foram a gota dágua para uma conversa nada agradável entre o presidente da Casa, Nelson Justus (PTB), e a oposição, ontem. Os deputados do PMDB, PT e de setores do PSDB e do PDT convocaram reunião reservada com Justus e o acusaram de transformar o Poder Legislativo num apêndice do Palácio Iguaçu. Como presidente da Assembléia, você está se saindo um ótimo líder do governo, disparou o líder do PMDB, Nereu Moura, apoiado pelos demais deputados que fazem oposição ao governador Jaime Lerner (PFL). A oposição deixou clara a sua posição quanto às investigações. Os deputados acham que a Assembléia não deve participar de uma comissão, onde o governo tem maioria, e sim tomar um rumo independente, sem atrelamento. À vontade para fazer as críticas PMDB, PT, PSDB e PDT votaram fechado para eleger Justus como presidente a oposição cobrou menos subserviência. Outra avaliação que se fez foi que a morte de Aníbal Khury, no final de agosto do ano passado, representou um fortalecimento do Poder Executivo que, na avaliação da oposição, passou a ditar as regras na Assembléia. Com o Aníbal, o governo não cantava de galo, foi dito. Enfrentando a primeira crise interna, desde que foi eleito há seis meses, Justus disse que tenta agir da forma mais imparcial possível. Não escondo que sou um homem do governo (Justus já foi secretário da Indústria e do Comércio de Lerner), mas tenho procurado me manter isento. Recebo esse tipo de reclamação também da situação, mas vou procurar atendê-los (oposição) dentro do possível, minimizou. Tenho manifestado preocupação com o momento caliente, disse, referindo-se ao narcotráfico. Ontem à tarde, passadas algumas horas da reunião, o presidente da AL, no entanto, reproduzia o discurso do governo. Sinalizou sua contrariedade à CPI estadual por entender que Ministério Público, CEI da Assembléia e comissão de sindicância do governo já tratam do assunto. (L.D)





