A bancada de oposição acredita que vai conseguir abrandar os termos propostos pelo governo do Estado para a cobrança do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2002, como aconteceu no ano passado, quando a oposição conseguiu aumentar o desconto e ampliar o número de parcelas para o recolhimento de 2001.
O Palácio Iguaçu propôs desconto de 10% para pagamento à vista, em janeiro, e pagamento em três parcelas. Este ano, o desconto foi de 15% (à vista), e o parcelamento em seis vezes.
Motoristas e empresários do ramo do transporte de cargas criticam a mudança nas regras. O líder do governo na Assembléia Legislativa, Durval Amaral (PFL), já admitiu que a mensagem pode ser alterada. A expectativa é começar a votar a matéria na semana que vem.
O texto foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aguarda parecer. O deputado Antônio Anibelli (PMDB) tem emenda propondo parcelamento em dez vezes. Os aliados do Palácio Iguaçu acham muito difícil que a proposta seja acatada. No máximo, avaliam que o número de parcelas deve ficar igual ao deste ano.
''Vamos pressionar. O pagamento está muito pesado. O governo deve refluir e aumentar o desconto para 15%, pelo menos'', ponderou Orlando Pessuti (PMDB). Ele vai apresentar emenda fixando o desconto em 20% à vista. O governo frisa que a alíquota do IPVA no Paraná (2% do valor do automóvel) está entre as menores do País.
O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), Valmor Weiss, defende mudanças no texto. Weiss quer seis parcelas a partir de fevereiro, além da permanência do desconto de 15% para pagamento à vista. A entidade avalia que o governo está prejudicando um setor produtivo responsável por 69% da economia paranaense, o transporte rodoviário de cargas.

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