Três partidos políticos (PSL, PPS e PDT) ingressaram no dia 5 deste mês com uma ação judicial propondo a inelegibilidade do prefeito reeleito de Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa), Mussoline Mensani (PTB). A ação pede ainda a não diplomação do prefeito pela Justiça Eleitoral, marcada para o dia 14 deste mês.
A ação é subscrita pelos presidentes dos partidos: Altamir Sanson (PPS), Berillo Capraro (PSL) e João Alberto Galols (PDT), que concorreram à prefeitura em outubro. Capraro disse anteontem que a ação se baseou em notícias de jornais e materiais de campanha de Mensani. ‘‘Na ação colocamos que ele teria feito uso em sua campanha de recursos que seriam do Fundo Municipal de Previdência e Assistência (Fundão). Sentimos-nos injuriados porque não tivemos essa benesse. Estamos defendendo os interesses dos funcionários do Fundão’’, acrescentou.
Capraro explicou que a ação parte da dívida de R$ 2,5 milhões que a Prefeitura de Palmeira teria com o Fundão. Segundo ele, o prefeito justificou que os recursos para o pagamento da dívida teriam sido destinados à compra da área do Distrito Industrial, aquisição de máquinas e caminhões e construção de salas de aula. Estas benfeitorias teriam funcionado como propaganda eleitoral para o prefeito. A ação pede que sejam fornecidas à Justiça os extratos das contas bancárias do Fundão.
A Folha telefonou para a Prefeitura de Palmeira e para o celular de Mensani na tarde de anteontem e foi informada que o prefeito estava viajando pelo interior do município. Ele não retornou os recados deixados pela reportagem.

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