Brasília - A oposição protocolou ontem requerimentos para pressionar o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, a dar explicações sobre o seu faturamento de mais de R$ 2 milhões com consultorias, entre 2009 e 2010. A informação sobre o faturamento foi revelada pelo jornal ''O Globo''. O ministro nega haver irregularidades.
Um requerimento pedindo a convocação de Pimentel foi protocolado pelo PSDB na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. O documento deve ser votado hoje. Além disso, os tucanos prometem questionar a Comissão de Ética Pública, hoje, sobre as ações do ministro e ingressar com uma representação no Ministério Público Federal do Distrito Federal por improbidade administrativa.
Em outra frente, o PPS enviou ao próprio ministério requerimento solicitando cópias dos contratos que a empresa P-21, que pertence a Pimentel, mantinha com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e com o grupo da construtora mineira Convap, especialmente nos anos de 2009 e 2010. O PPS também quer saber quais foram os serviços prestados pela empresa do ministro, que também já foi prefeito de Belo Horizonte.
''O ministro deve muitas explicações à sociedade. É preciso esclarecer em que circunstâncias ocorreram estas consultorias, já que Pimentel se preparava para ser importante coordenador da campanha da então candidata Dilma Rousseff'', disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).
Defesa
O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, saiu ontem em defesa do ministro, que é um de seus principais padrinhos políticos. Também acusado de fazer consultoria para empresas beneficiadas com contratos na prefeitura da capital mineira, Pimentel foi um dos principais fiadores da candidatura de Lacerda, que negou qualquer irregularidade nos contratos.
O prefeito disse que ainda não conversou com o ministro sobre o caso, mas ressaltou a ''presunção da inocência'' e a ''boa intenção das pessoas'' e alertou que ''meias verdades são mais perigosas que meias mentiras''.

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