Oposição pressiona Cida a rever congelamento da data-base
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terça-feira, 10 de abril de 2018
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba Após a saída de Mauro Ricardo Costa, considerado o "mentor" do ajuste fiscal, da Sefa (Secretaria de Estado da Fazenda), deputados da oposição pressionam a governadora Cida Borghetti (PP) a rever o congelamento da data-base dos servidores estaduais. A questão foi discutida em uma audiência pública nessa terça-feira (10), na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, e é vista como uma forma de a pepista, que é candidata à reeleição, 'aparar as arestas' com o funcionalismo.
A reunião desta terça com a participação de entidades representativas dos policiais militares e civis e do Corpo de Bombeiros. Ao final do encontro, os presentes firmaram uma carta, endereçada à chefe do Executivo. "A data-base é uma questão crucial, porque atinge todo o funcionalismo e, por consequência, a população do Estado. Uma das primeiras demandas que apresentamos, tão logo houve a mudança do governo, é de que esse assunto seja revisto", afirmou Marcio Pacheco (PPL), propositor da audiência. Também estiveram no auditório os parlamentares Nereu Moura (PMDB), Nelson Luersen (PDT), Tercílio Turini (PPS), Delegado Recalcatti (PSD) e Evandro Araújo (PSC).
A Casa aprovou a lei suspendendo o reajuste em novembro de 2016, a pedido do então governador Beto Richa (PSDB). A justificativa era de que não haveria dinheiro em caixa para arcar com o compromisso. "Os servidores ficaram 2016 e 2017 sem reposição e em 2018 a previsão da lei aprovada aqui, não com o meu voto, é de que o congelamento salarial siga até 2020, porque infelizmente o sistema de representação política está distorcido. A maioria dos deputados pensa que se elege para representar o governo, e não a sociedade (
) Agora, espero que isso seja revertido. A união é muito importante para que possamos conquistar os direitos da classe trabalhadora", opinou Moura.
O líder da situação, Pedro Lupion (DEM), não descartou a possibilidade, mas garantiu que, por enquanto, não há nada oficial. "Nós não tivemos uma discussão a fundo ainda. É óbvio que, como sempre eu venho dizendo, esse governo não é de ruptura. É um governo de continuidade. O governador Beto Richa tem e teve bons motivos para tomar as decisões que tomou e nós votarmos aqui as coisas que votamos. Então, o Estado do Paraná não mudou completamente em dois dias. Nós vamos tratar disso seriamente e ver o que é e o que não é possível atender. O governo está aberto ao diálogo. Vamos sentar novamente com eles [servidores], conversar e buscar alternativas".


