A Assembléia Legislativa protocolou ontem a instalação de quatro Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) propostas pela bancada governista. A oposição comemorou a decisão porque alega que os assuntos das CPIs estão ultrapassados. As comissões devem apurar os acidentes na malha ferroviária da empresa América Latina Logística (ALL), derramamentos de óleo no Rio Iguaçu, as obras inacabadas do Fórum de Curitiba e desvios de recursos no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Os deputados oposicionistas garantem que como alguns dos temas já foram solucionados, será possível instalar as outras quatro comissões que aguardam na fila e que têm como objetivo investigar diversos atos da administração Jaime Lerner (PFL).
Os governistas terão 120 dias para investigar as denúncias formalizadas nas comissões. Mas pelo menos uma, a de obras inacabadas do Fórum de Curitiba deve ser esvaziada porque já há solução definida pelo governo do Estado. O prédio em construção, que conta com 12 andares, será reformado e serão aproveitados quatro pavimentos.
O presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PTB), deu prazo até terça-feira para os partidos indicarem os membros. Brandão disse que não há como os governistas voltarem atrás.
A oposição quer emplacar as CPIs do Pedágio, Jogos Mundiais da Natureza, Copel e Corrupção. ‘‘Estão chegando, já estão encostando’’, afirmou Brandão, dirigindo-se ao deputado Orlando Pessuti (PMDB), que comemorava a proximidade de emplacar as comissões. O líder do governo, Durval Amaral (PFL), comentou que as CPIs ‘‘mais inflamadas’’ podem ficar para 2002, ano eleitoral. A Assembléia tem, no total, nove CPIs. Em andamento, só a da Telefonia, que investiga denúncias de grampos telefônicos na sede do Executivo paranaense e em comitês eleitorais.

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