Curitiba

Arquivo FolhaSeguro, por enquantoBrandão: garantia de que Lerner vai esperar pronunciamento da JustiçaAs direções estaduais do PMDB, PSDB, PPB, PDT e PT querem forçar o governo do Estado a fazer ‘operação pente-fino’ nos convênios firmados pela Secretaria da Agricultura e suas vinculadas junto às prefeituras municipais e demais entidades, nos exercícios de 95, 96 e 97. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira, em Curitiba, como alternativa temporária à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncia de desvio de recursos do Programa de Apoio à Pequena Propriedade, em Faxinal (Vale do Ivaí), que envolve o secretário da Agricultura, Hermas Brandão.
Os partidos querem ‘‘apuração rigorosa’’, pelo governo, das acusações feitas contra o secretário. Para isso, vão colocar suas principais lideranças em ação, num jogo de pressão. Além de constituírem minoria na Assembléia, as direções partidárias chegaram à conclusão de que o recesso de final de ano, dificulta ainda mais as articulações pró-CPI.
Arquivo FolhaSilêncioJosé Janene, PPB: ‘‘Nenhum governo pode ficar calado diante disso’’
Os partidos pretendem formar comissão externa, integrada por deputados, para verificar a execução dos convênios. A comissão terá uma abrangência maior e trabalhará paralelamente à comissão especial designada pelo presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), para acompanhar as investigações feitas pela Câmara Municipal e Ministério Público de Faxinal. O grupo será constituído por deputados de oposição.
PMDB, PSDB, PPB, PDT e PT vão solicitar às bancadas de vereadores nos municípios para que constituam comissões especiais de investigação semelhantes a de Faxinal, para vistoriarem as obras, objetos destes convênios. Os dirigentes suspeitam que o caso de Faxinal não é isolado. ‘‘Queremos uma investigação profunda. Nenhum governo pode ficar calado diante disso’’, declarou o presidente do PPB, deputado federal José Janene, que, apesar da resistência da bancada estadual aposta na participação da sigla no processo de costura de uma CPI. ‘‘Precisamos engrossar a idéia da CPI’’, declarou o presidente do PMDB, Milton Buabssi.
O Palácio Iguaçu sinalizava ontem que não vai atender à pressão. Assessores mais próximos ao governador frisaram ontem que Lerner não pode sair ‘atirando’ contra o secretário, fazendo pré-julgamentos. O governo quer que o ritual em Faxinal se consuma, para só a partir daí manifestar-se publicamente. Lerner disse ainda, na semana passada, que a disposição de Hermas Brandão em submeter-se ao crivo de uma comissão especial na Assembléia é sinal de transparência e de boa vontade em esclarecer os fatos.

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