Oposição pede vistas para garantir nova CPI na Assembléia
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terça-feira, 30 de maio de 2000
Rubens Burigo Neto De Curitiba 
Uma manobra do deputado Hermes da Fonseca (PT) impediu que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa votasse ontem o projeto de resolução que pede a criação de uma CPI para investigar a venda de 45% das ações da Sercomtel para a Copel. O parecer contrário ao pedido foi elaborado pela procuradoria jurídica da Assembléia e lido na reunião da CCJ pelo líder do governo Valdir Rossoni (PTB). O parecer alega que a CPI não pode ser criada porque o Regimento Interno da Assembléia não permite o funcionamento simultâneo de mais que cinco comissões parlamentares de inquérito.
Para evitar que o parecer pudesse ser votado e provavelmente aprovado ontem Hermes pediu vistas. Foi uma atitude ardilosa para vetar a criação da CPI, argumentou. O parecer deve ser analisado, obrigatoriamente, na próxima reunião da CCJ, na terça-feira. A bancada de oposição insiste na intalação de uma CPI porque desconfia que o dinheiro da venda das ações realizada entre a Prefeitura de Londrina, a Copel e os bancos FonteCindam e Sudameris no ano passado pode ter sido desviado para a campanha política da vice-governadora Emília Belinati (PTB) e do filho dela, deputado Antônio Carlos Belinati (PSB).
Os deputados da oposição não podem agir como vereadores de Londrina. A Assembléia não tem nada a ver sobre como esse dinheiro foi gasto pela prefeitura de Londrina, criticou Rossoni. Hoje de manhã, o líder do governo coordena uma reunião com o presidente da Copel, Ingo Hubert, para que ele explique detalhes da compra das ações. Se os deputados oposicionistas têm interesse em salvaguardar os interesses do Estado, eles vão estar lá, apostou. Vamos participar da reunião somente para ouvir; não significa que vamos desistir da CPI, afirmou o líder da oposição, Irineu Colombo (PT).


