Oposição pede vista e adia votação de reajuste de 1% para servidores
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terça-feira, 26 de junho de 2018
Mariana Franco Ramos <br>Reportagem Local 
Curitiba Um pedido de vista do deputado estadual Tadeu Veneri (PT) adiou ontem a votação do projeto de lei 361/2018, de autoria da governadora Cida Borghetti (PP), que reajusta em 1% os salários dos 284 mil trabalhadores públicos estaduais do Paraná. Como a mensagem tramita em regime de urgência, ela volta à pauta da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da AL (Assembleia Legislativa) hoje, em reunião extraordinária. O mais provável, porém, é que a análise em plenário ocorra apenas na semana que vem.
A oposição, assim como os representantes do funcionalismo, pede que o Executivo reponha ao menos a inflação dos últimos 12 meses, medida em 2,76%. "Amanhã [hoje] vamos colocar uma emenda, para que tenhamos a equivalência com os demais poderes [ou seja, a reposição]. E, vindo a plenário na segunda-feira (2) ou na terça (3), a expectativa é de que haja ainda uma margem para negociação entre os servidores e a governadora. Também no plenário nós vamos pedir vista até termos exauridas todas as possibilidades", afirmou Veneri.
Por conta do imbróglio, os líderes partidários voltaram a postergar a votação dos textos relativos ao TJ (Tribunal de Justiça), ao TC (Tribunal de Contas), ao MP (Ministério Público), à Defensoria Pública e à AL, que constavam da ordem do dia. A decisão foi comemorada por servidores de diferentes categorias, que acompanharam a sessão das galerias, munidos de faixas e cartazes. Gritos como "golpista, você vai ver; com 1% não consegue se eleger" e "data-base já" eram intercalados com os discursos dos deputados.
"Podemos apresentar um requerimento e conseguir mais tempo. Mas quero alertar os senhores de que, se houver a derrubada da sessão amanhã [hoje], na segunda vai acontecer a mesma coisa. E temos demandas importantes, como do tide [gratificação dos professores das universidades] e do plano de carreira dos policiais, que precisam ser votadas", ponderou o líder do governo na AL, Pedro Lupion (DEM). Caso membros da oposição e da bancada independente decidam deixar a reunião, como vem sendo ventilado, o quórum mínimo exigido para votação, de 28, pode não ser atingido.
APELO
Paralelamente às discussões no Legislativo, Cida segue conversando com os outros poderes. Ontem, a pepista encaminhou correspondências aos presidentes dos órgãos solicitando que abram mão dos 2,76% e acompanhem o índice proposto pelo Executivo. Segundo ela, o aumento dos vencimentos acima de 1% colocaria em risco o acordo de renegociação da dívida estadual com a União. O presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), discordou. "Esses percentuais já estão inseridos nos orçamentos (
) Também os poderes entendem que os orçamentos são seus", opinou.


