Oposição pede sindicância para conferir números
Oposição pede
sindicância para
conferir números
O discurso de Gionédis ontem não convenceu a oposição. Em nome do grupo, Caíto Quintana (PMDB), sugeriu a instalação de uma Comissão Parlamentar Especial para aprofundar os números do balanço apresentado pelo secretário na sabatina. A proposta do deputado, entretanto, não foi aceita pelos governistas. Os números estão à disposição dos deputados. Basta ler o Diário Oficial, reagiu Gionédis.
O secretário foi emparedado pela oposição diversas vezes. Os governistas, por outro lado, defenderam-no. Ele confirmou o que estamos dizendo há meses, que a dívida do Paraná vai chegar aos R$ 12 bilhões. Os dados do BC mostram uma dívida de R$ 9,1 bilhões. A última parcela para o saneamento do Banestado, de R$ 1,7 bilhão, não está incluída e muito menos os R$ 1,5 bilhão pretendidos com a antecipação dos royalties da Usina de Itaipu, contabilizou o líder da oposição, Edgar Bueno (PDT).
Gionédis disse que a antecipação dos royalties não pode ser computada como dívida. É um ativo, um crédito a receber do governo federal. Não vamos ficar devendo nada, garantiu o secretário. Gionédis disse ainda que venda do Banestado abaterá a dívida do Estado com a União. Caíto Quintana não acredita que a privatização vá render mais de R$ 500 milhões.
O aparte mais contundente ontem, na sabatina de Gionédis, partiu de Ângelo Vanhoni (PT). O deputado questionou os gastos do Paraná com a folha de pagamento. Segundo ele, em 94, a folha dos servidores públicos consumia R$ 655 milhões ao ano. Em 98, a cifra subiu para R$ 3,2 bilhões. O que é isso?, inquiriu. Gionédis voltou a culpar a desvalorização da moeda para justificar a discrepância.(L.D.)





