Brasília - Diante das revelações contidas na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) comprometendo a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita à força-tarefa da Operação Lava Jato, a oposição decidiu voltar a incorporar o discurso pela renúncia de Dilma como forma de pressioná-la pessoalmente. A estratégia também visa atrair o PMDB para o processo de deposição do governo, já que, em uma eventual renúncia da petista, quem assumiria o comando seria o vice-presidente da República, Michel Temer. Ele é presidente do PMDB. A análise de alguns oposicionistas é que, assim, peemedebistas que não são tão próximos a Dilma possam começar a endossar a saída da presidente. Movimentos sociais contrários ao governo preparam uma ofensiva para pressionar, localmente, deputados do partido. Eles querem convencer os parlamentares a participar das manifestações anti-Dilma marcadas para o próximo dia 13 de março.
Já o presidente da OAB nacional, Claudio Lamachia, pedirá hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso à íntegra da delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e afirmou que as novas revelações podem levar a Ordem a apresentar novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Se confirmados estes fatos, fatos gravíssimos, nossa instituição não faltará ao Brasil e tomará as providências necessárias. Até mesmo a abertura de impeachment."(Folhapress)

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